Importante - Influenza A H1N1
22/07/2009
Atualização
Prezado(a) Doutor(a),

O Ministério da Saúde publicou novas recomendações para o atendimento de casos suspeitos de infecções por Influenza A H1N1 no Brasil, tendo em vista as mudanças ocorridas na situação epidemiológica nas últimas semanas. O foco atual é voltado para a priorização da assistência e diagnóstico dos pacientes graves ou com potencial de complicação, buscando detectar casos de doença respiratória aguda grave, reduzir a ocorrência de formas graves, óbitos e monitorar as complicações da doença.

Sendo assim, deixa de ser prioritário o diagnóstico e tratamento das formas leves da doença, perdendo importância e efetividade as medidas de contenção aplicadas anteriormente, tais como identificação precoce, tratamento, isolamento de todos os casos suspeitos e seguimento de seus contatos próximos.

Com o objetivo de atualizá-lo(a) segue abaixo um resumo destas novas orientações.

Além do aumento do número de casos de infecção pela Influenza A H1N1, alguns deles sem um vínculo epidemiológico claro (viagem ao exterior ou contato com casos confirmados), verificou-se no Brasil a circulação concomitante com os demais vírus de influenza. Baseado nestes fatos, surge um diagnóstico mais abrangente o de síndrome gripal, caracterizado por uma doença aguda (com duração máxima de cinco dias), com febre (ainda que referida) acompanhada de tosse ou dor de garganta, na ausência de outros diagnósticos.

Por outro lado, reforça-se a busca dos casos suspeitos mais graves, de doença respiratória aguda grave, que é caracterizada por uma doença respiratória aguda caracterizada por febre superior a 38ºC, tosse E dispnéia, acompanhada ou não de dor de garganta ou manifestações gastrintestinais. Os principais sinais e sintomas a serem observados são: aumento da freqüência respiratória (>25 irpm), hipotensão em relação à pressão arterial habitual do paciente e em crianças. Além destes sintomas, deverá ser observado também batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

É também importante avaliar no paciente com síndrome gripal a presença de fatores de risco para complicações pela infecção por influenza, estes são: idade inferior a 2 anos, maiores de 60 anos, a presença de doença pulmonar ou cardíaca crônica, insuficiência renal crônica, diabetes mellitus, hemoglobinopatias, gravidez e imunossupressão primária ou adquirida.

Em relação ao manejo destes casos:
No paciente com doença respiratória aguda grave recomenda-se internação com isolamento para gotículas, colher amostra para RT-PCR (que está sendo realizado somente no Instituto Adolfo Lutz), iniciar tratamento com oseltamivir e proceder à notificação imediata a vigilância epidemiológica;

Na apresentação da síndrome gripal associada à presença de fatores de risco para complicações por influenza, deve-se avaliar necessidade de internação, de iniciar o uso do oseltamivir e notificar a vigilância epidemiológica.

Para o paciente com síndrome gripal sem fatores de risco para complicações por influenza, sem dispnéia, deve ser indicado o isolamento domiciliar com o monitoramento diário, por até 7 dias, visando o eventual aparecimento de sinais de agravamento. Em especial, deve ser observada a ocorrência de dificuldade respiratória, forte dor abdominal ou torácica, convulsões, desidratação ou alteração do estado de consciência. Não colher amostra para RT-PCR e não está indicado o uso do oseltamivir.

Portanto, agora, o foco do Ministério da Saúde é o diagnóstico coletivo, exceto para aqueles que podem desenvolver a forma grave da doença, seja influenza A sazonal ou influenza A H1N1. O tratamento com antiviral (oseltamivir) e o diagnóstico específico do vírus H1N1 (RT-PCR) estão reservados para os casos graves ou com potencial risco de complicação. Nesse estágio, para os pacientes que apresentem sintomas gripais, na forma leve da doença, não faz mais diferença saber se é gripe comum ou a causada por este novo vírus.


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